5 métricas que toda empresa de festa deveria acompanhar (e quase nenhuma acompanha)
Faturamento do mês é só o velocímetro. Conversão, tempo de resposta, ticket médio, inadimplência e NPS são o resto do painel. Por que cada uma importa e qual é o saudável.
Toda empresa de festa acompanha uma métrica: faturamento do mês. E só. É como dirigir olhando só o velocímetro e ignorando combustível, motor, retrovisor. Funciona até bater.
Cinco métricas que toda empresa do setor deveria monitorar — e que a maioria descobre tarde demais que precisava.
1. Taxa de conversão de orçamento (win rate)
Fórmula: orçamentos fechados ÷ orçamentos enviados
Mercado saudável de festa infantil: 35 a 55%. Abaixo de 30%, você está perdendo cliente qualificado — provavelmente porque demora pra responder ou porque o orçamento é confuso. Acima de 60%, está subcobrando (e sim, dá pra subir preço sem perder cliente).
Empresa típica descobre que está em 28% quando começa a medir. Chega em 45% em 4 meses ajustando velocidade de resposta + template de orçamento. Ganho: R$ 8 a 12 mil por mês sem nenhum custo adicional.
2. Tempo médio entre pedido e orçamento enviado
Fórmula: soma do tempo que o cliente esperou ÷ total de orçamentos
Referência: abaixo de 2h em horário comercial. Pesquisa com 500+ clientes finais mostra: cliente que espera mais de 24h pra ver o primeiro orçamento tem 60% menos chance de fechar com você (ele pediu pra mais 3 empresas e foi com a que respondeu primeiro).
3. Ticket médio
Fórmula: faturamento ÷ nº de eventos
Valor isolado não diz muita coisa — tendência diz tudo. Se caiu 10% em 3 meses, você está virando commodity. Se subiu 15%, seu posicionamento está se fortalecendo.
Ação que funciona: quando ticket médio cair, olhe os últimos 10 eventos. Quantos foram avulso? Se mais de 40%, está na hora de montar pacote.
4. Inadimplência (valor em aberto ÷ faturado)
Fórmula: soma das cobranças vencidas ÷ faturamento total do período
Saudável: abaixo de 5%. Acima disso, você está trabalhando de graça por alguns meses do ano sem perceber.
Causa mais comum: ausência de cobrança automatizada. Cliente não paga porque esqueceu. Você não cobra porque esqueceu. O dinheiro some.
5. NPS pós-evento (nota de 0 a 10)
Fórmula: % de promotores (9 a 10) - % de detratores (0 a 6)
Referência: acima de +50 é excelente. Acima de +70 é raro — esse é o número de empresa que cresce só por indicação.
Prática: pesquisa automática 48h depois do evento. 2 perguntas: nota de 0 a 10 + o que podemos melhorar. 30 a 40% responde. Os 9-10 viram depoimento. Os 0-6 viram aprendizado (e oportunidade de recuperação).
A tabela do dashboard mensal
Configure uma vez, olhe toda segunda-feira:
- Conversão do mês: __% (meta: 45%)
- Tempo médio de resposta: __h (meta: menos de 2h)
- Ticket médio: R$ __ (vs. mês anterior)
- Inadimplência: __% (meta: menos de 5%)
- NPS acumulado: __ (meta: mais de 50)
Cinco linhas. Se uma delas sai do padrão por 2 meses consecutivos, você tem um problema pra atacar. É mais útil do que olhar balanço no fim do ano e não saber onde o dinheiro foi parar.
Começa pequeno
Se hoje você não mede nenhuma, comece pelas 1 e 2 — conversão e tempo de resposta. São as que mexem mais rápido no caixa. Mede por 30 dias, ajusta, mede por mais 30.
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