Como precificar orçamento de festa sem perder cliente nem margem
A conta que todo mundo do setor erra no começo: custo fixo, variável, comissão de freelancer e margem saudável. A fórmula com exemplos práticos.
O erro mais comum: “pegar uma média”
Toda empresa de festa começa igual. Abre o WhatsApp, vê que a concorrência cobra R$ 800 por 2h de personagem, e decide cobrar R$ 750 para “ganhar o cliente”. Funciona nos 3 primeiros meses. Depois, o caixa vira fogo.
O problema é que preço de mercado não é seu preço. A concorrência pode ter freelancers mais baratos, figurino mais usado, ou simplesmente estar perdendo dinheiro sem saber.
Custo fixo, variável e o que ninguém soma
Antes de mais nada, separe seus custos em três categorias:
- Custo direto do evento: freelancers, figurino, transporte, descartáveis, lanche da equipe.
- Custo fixo rateado: aluguel do depósito, mensalidade do Konfetti, internet, contador. Some tudo por mês e divida pelo número médio de eventos.
- Custo “invisível”: suas horas de atendimento, ida na visita técnica, tempo de resposta no WhatsApp, lavagem do figurino pós-festa.
Esse terceiro é o que ninguém soma. Mas ele existe, e come sua margem todo mês.
A fórmula que funciona
Com os custos na mão, a fórmula de preço mínimo é simples:
PM = (Direto + Fixo + Invisível) ÷ (1 − Margem)
Digamos que um evento de 2h tem:
- Freelancer + figurino + transporte: R$ 800
- Fixo rateado (1 de 20 festas/mês): R$ 390
- Invisível estimado: R$ 160
Total de custo: R$ 1.350. Com margem de 30%: PM = 1.350 ÷ 0,70 = R$ 1.930. Esse é o piso. Abaixo disso você está literalmente pagando para trabalhar.
Por que 30% de margem, não 10%
Margem de festa não é margem de supermercado. Você trabalha num setor de alta sazonalidade (julho forte, inverno morto), alto risco operacional (freelancer falta, criança se machuca, cliente some) e inadimplência real (~8–12% ao ano).
30% de margem bruta significa que, após os impostos e as despesas de um mês ruim, ainda sobra algo no caixa para reinvestir, pagar pró-labore decente, ou simplesmente dormir tranquila.
Abaixo do seu preço mínimo, você não está ganhando cliente — está pagando para trabalhar, e ainda sorrindo.
Apresentando o valor (não o preço)
Depois de calcular o preço certo, o segundo erro é entregar o número sem embalagem. Um orçamento tipo “Festa Princesa Zs: R$ 2.800” não vende. Uma página com o nome do cliente, a data, os itens detalhados, fotos do personagem real e o valor qualificado — isso fecha.
O Konfetti gera esse link automaticamente para você. Veja como funciona.
Quando dar desconto (e quando não)
Desconto não é ruim. Desconto sem política é ruim. Defina regras claras:
- Pacote fechado: 3 festas no ano, 5% off em cada
- Pagamento à vista: 5% off no Pix total antecipado
- Indicação: 10% para quem foi indicado por cliente ativo
- Mês morto: agosto e julho, 10% off — mas nunca em novembro/dezembro
Política escrita. Cliente não negocia caso a caso. E você nunca mais explica por que a amiga dela pagou menos.
Resumo em 5 linhas
- Some custos diretos, fixos rateados e invisíveis
- Aplique margem de 30% — não negocie isso em largada
- Compare com o mercado ao final do cálculo — nunca antes
- Apresente o orçamento como experiência, não como número
- Tenha política de desconto escrita. Siga ela.
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